
Este case descreve um projeto real do Grupo Faires em um hospital de médio porte. Mantemos o nome em sigilo a pedido da instituição, mas os números são os que entregamos: glosa de 23% para 4%, ROI de 5,4x e maturidade de governança elevada ao IMGG Nível 3 em quatro meses.
O ponto central deste case não é só a queda da glosa. É a estrutura de governança que sustenta essa queda depois que a nossa equipe sai do hospital. Glosa baixa sem governança volta a subir. Glosa baixa com governança permanece.
O contexto: um hospital com resultado refém de pessoas
O hospital chegou ao Grupo Faires com um problema clássico de gestão: a operação funcionava, mas dependia de pessoas, não de processos. A glosa estava em 23% do faturamento, quase um quarto da receita travado por falhas de faturamento e codificação, não por questões assistenciais.
A diretoria tomava decisões por histórico verbal e intuição. Não havia indicadores gerenciais confiáveis, dono definido para cada número, nem cadência de revisão. Quando um colaborador-chave saía, o conhecimento do processo saía junto. O resultado dependia de quem estava na sala, não de uma estrutura.
Esse cenário é o que a metodologia IMGG classifica como baixa maturidade de governança: o hospital opera, mas não governa. Sem governança, todo ganho é frágil.
Mês 1: diagnóstico IMGG e mapa de glosa
O projeto começou com o diagnóstico estruturado pelo Índice de Maturidade em Gestão e Governança (IMGG), que avalia o hospital em 5 dimensões e 32 indicadores. O hospital entrou no Nível 1, o patamar mais baixo: processos informais e gestão reativa.
Em paralelo, mapeamos as fontes de glosa por convênio e por tipo de falha. A maior parte da glosa vinha de poucas causas recorrentes: codificação incorreta, ausência de documentação de suporte e prazos de envio perdidos. Concentramos a priorização no que mais pesava na receita.
O diagnóstico entregou um mapa claro: onde o hospital estava, onde precisava chegar e em qual ordem intervir. Sem esse mapa, qualquer intervenção seria tentativa e erro.
Mês 2: redesenho da estrutura de governança
Com o diagnóstico em mãos, redesenhamos a estrutura de governança. O foco não foi adicionar reuniões ao calendário, foi definir quem responde por cada resultado.
Atribuímos dono a cada indicador crítico: nome, não cargo. Cada dono recebeu cadência de acompanhamento, critério de alerta e processo de escalonamento. A glosa, antes vista como problema difuso do faturamento, passou a ter responsável direto com autonomia de ação.
Também redesenhamos o fluxo de faturamento com checkpoints de qualidade antes do envio aos convênios. A revisão deixou de ser um conserto depois da glosa e virou prevenção antes dela. Documentamos os processos para que a saída de um colaborador não derrubasse o resultado.
- Cada indicador crítico ganhou dono nominal e substituto
- Cadência de reuniões com pauta, decisão e ata por responsável
- Fluxo de faturamento com checkpoints de qualidade antes do envio
- Processos documentados, fora da cabeça das pessoas
Mês 3: implementação e tecnologia
O terceiro mês colocou a estrutura em operação. Treinamos a equipe de auditoria nas regras de codificação por convênio, para que conseguisse responder glosas sem suporte externo. A capacidade ficou no hospital, não na consultoria.
Implantamos a Sthealth como camada de monitoramento, com painel de indicadores em tempo real e alertas automáticos de desvio de glosa. A escolha foi deliberada: a plataforma é operada pela equipe interna, sem dependência de suporte técnico para o gestor ver os próprios números.
As primeiras reuniões de governança rodaram nesse mês. Cada desvio gerou uma decisão registrada em ata, com responsável, prazo e critério de verificação. A reunião deixou de ser apresentação de número e virou instrumento de decisão.
Mês 4: resultados validados
No quarto mês, os indicadores hospitalares validaram a transformação. A glosa fechou em 4% do faturamento, contra os 23% iniciais. A receita recuperada em projeção de 12 meses superou em 5,4 vezes o investimento no projeto.
O hospital subiu do IMGG Nível 1 para o Nível 3, o patamar Estruturado: processos documentados, indicadores com dono e cadência de revisão funcionando. Esse nível é o ponto a partir do qual o hospital consegue sustentar resultados sem presença contínua do consultor.
O quarto mês não encerrou só com números melhores. Encerrou com uma estrutura capaz de produzir esses números de novo no mês seguinte, sem a equipe Faires na sala.
Como o hospital sustenta o resultado
A diferença entre um resultado que dura e um que regride está em três elementos que ficaram no hospital após o projeto, não na consultoria.
O primeiro é o ownership de indicadores: cada número crítico tem dono, substituto e critério de alerta documentados. Quando o responsável muda de cargo, o substituto assume sem ruptura no acompanhamento.
O segundo é a cadência de governança: reuniões que geram decisão registrada, não relatório com plateia. O terceiro é a tecnologia operada internamente, com a Sthealth alimentada pela própria equipe. Esse tripé é o que separa um hospital que sustenta o ganho ao longo do tempo de um que volta ao patamar anterior em poucos meses.
O Grupo Faires não vende dependência. O objetivo do projeto foi entregar resultado e capacidade de mantê-lo. Quatro meses depois, o hospital governa os próprios indicadores. Esse é o resultado que importa.
Perguntas frequentes
É possível reestruturar a governança de um hospital em 4 meses?
Sim, quando a reestruturação segue uma sequência clara: diagnóstico, redesenho de estrutura, implementação e validação de resultados. Neste case, um hospital de médio porte saiu de glosa de 23% para 4% e alcançou IMGG Nível 3 em quatro meses. O ritmo curto exige diagnóstico preciso e decisão executiva rápida, não atalho de processo.
O que significa atingir o IMGG Nível 3?
O Nível 3 (Estruturado) do Índice de Maturidade em Gestão e Governança indica que o hospital tem processos documentados, indicadores com dono definido e cadência de revisão funcionando. É o patamar mínimo para sustentar resultados sem a presença contínua do consultor. Abaixo disso, o hospital depende de atenção externa para manter os ganhos.
Como se calcula o ROI de 5,4x deste case?
O ROI compara o investimento no projeto de reestruturação com a receita preservada pela redução de glosa mais a eficiência operacional ganha. Com a glosa caindo de 23% para 4% sobre o faturamento mensal, o valor recuperado em 12 meses superou em 5,4 vezes o custo da intervenção. O cálculo considera receita preservada, não projeção otimista.
Como o hospital sustenta os resultados depois do projeto?
A sustentação depende de três elementos que ficam no hospital após o projeto: ownership de cada indicador crítico, cadência de reuniões com decisão registrada e tecnologia operada pela equipe interna. O Grupo Faires mantém revisões remotas no período seguinte para garantir que a estrutura funcione sem dependência externa.
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